martedì 29 luglio 2014

PPP Temas



DESAFIOS EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS: TEMAS A SEREM TRABALHADOS

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

O tema Educação Ambiental é um assunto de extrema importância e por isso foi inserido nos conteúdos curriculares e no Projeto Político Pedagógico para que pudesse ser efetivado o compromisso da comunidade escolar em trabalhar o mesmo, tendo como prioridade a educação consciente. Entende-se que este esforço deve ser feito por todos com um objetivo muito claro: a elaboração e, consequente prática, de alternativas, quer sejam elas individuais, coletivas, regionais ou globais, visando enfrentar ao desafio de manter o desenvolvimento com sustentabilidade e, sobretudo, realizá-lo de forma a superar os dramas da desigualdade e da exploração humana.
O projeto de educação ambiental é importante na conscientização dos alunos tanto no seu papel de receptor e transmissor das informações quanto atuante de forma concreta na sociedade.
As ações propostas foram:
  • Ter um fiscal por sala;
  • Concurso a fim de criar desenho e frase para camisetas;
  • Criar símbolos;
  • Divulgação;
  • Protetores do ambiente OMC;
  • Contagiar;
  • Cada um fazer a sua parte;
  • Palestras em outras escolas;
  • Criar oficinas de artesanato;
  • Fazer artesanatos com papel machet e com materiais recicláveis fazer uma feira com o conteúdo produzido, com palestras.
  • Realizar a separação dos resíduos sólidos.

EDUCANDO RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

Por ser um tema bastante discutido na sociedade, justamente com a aprovação da Lei 10639/2003, e das Diretrizes Curriculares Nacionais, tornando obrigatório nas escolas o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, ajudando assim a amenizar na formalização de medidas educativas a serem aplicadas em situações de discriminação e preconceitos que possam vir a ocorrer nas escolas.
De acordo com o tema “Educando Relações Étnico-Raciais” pode-se afirmar que durante séculos ocorreram movimentos para valorização do negro, sua cultura, forma de organização e desafios. Zumbi dos Palmares foi o idealizador dessa corrente contra a discriminação e desigualdade racial, foi um líder que lutou veementemente a favor do benefício dos seus, culminado com a sua morte por uma sociedade mais justa e igualitária. Sendo que o Movimento Social Negro, na atualidade, também em suas lutas pelo reconhecimento do valor do povo negro e pela adoção de políticas de combate ao racismo nesses imperativos legais força e alento para impulsionar a luta. Após várias discussões surgiu em 09 de janeiro 2003, sancionado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 10.639/2003 que rege o seguinte:
Art. 26-A – Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-descendente” tendo como complementação:
§ 1º O conteúdo programático a que se refere o capítulo desse artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinente à História do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes a história e cultura afro-brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e Literatura e História Brasileira e em todas as disciplinas visando o resgate histórico e cultural do povo afro-descendente e africanos. Pois eles contribuíram para a formação histórico-cultural do povo brasileiro. Os planos de ação a fim de minimizar estes problemas são:
  • Sensibilizar os alunos para que possam ser conscientes da igualdade entre todos os povos e raças evitando apelidos, xingamentos, piadas e outras atitudes que diferenciem ou discriminem o outro. Evitando assim o bulliyng.
  • Pesquisar sobre as contribuições dos negros e afrodescendentes em nossa cultura, entre elas a alimentação, danças, costumes, religiões, obra de arte, expressão cultural (teatro) e esporte.
  • Releitura de obras produzidas pela cultura negra.
  • Exposição de trabalhos e pesquisas realizados pelos alunos para a comunidade escolar.
  • Realização de atividades diferenciadas no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra tais como teatro, dança, jogo, desfile, e artes.

ENFRENTAMENTO A VIOLÊNCIA

A sociedade capitalista atual construiu novos valores que foram sendo espalhados em todos os ambientes através do fácil acesso a todos os meios de comunicação audiovisuais. Nesse contexto, os padrões estéticos, religiosos, sociais e econômicos ganham novos conceitos e criam moldes de comportamentos baseados na exclusão, pois valorizam apenas o caro, o magro, o branco, o hétero o luxuoso e o da moda. Esse poder ideológico gera a angústia, a insatisfação e a competitividade entre as pessoas, tornando-as individualistas e consumistas.
A competitividade, que deveria ser saudável e estimulante, se torna agressiva dentro da sociedade e acaba incentivando a disputa pelas melhores posições financeiras e pelos postos de poder. Isso desestabiliza as ações de fraternidade e companheirismo, pois se denota que quem consegue o ser premiado por esse sistema são os que são dotados por algum tipo de destaque: os mais esforçados, os mais sábios e os mais determinados. Há, portanto, uma exclusão de todos aqueles que não seguem essa lógica ou esse padrão. Os “excluídos” tentam, de alguma forma, serem notados e valorizados, mesmo que seja através do “temor” e de manifestações de agressividade e revolta.
Esse processo de busca de espaço social e de crescimento econômico tem provocado as inúmeras modificações da estrutura familiar também acabam sendo somadas aos novos valores midiáticos e a escola não encontra um apoio para resolver tantos problemas que assolam o ambiente escolar. Ela deixa de ser um espaço voltado para o desenvolvimento intelectual dos alunos, com o desafio de ensinar os conteúdos do currículo de maneira harmoniosa e passa a ser um espaço de conflitos cada vez mais graves. O professor perde seus referenciais, pois deixa de se preocupar apenas com o seu conteúdo específico e com a melhor maneira de trabalhar os saberes humanos e científicos e passa a se preocupar com a indisciplina e com a violência. O desrespeito às regras de convivência e aos valores assusta as salas de aula, os intervalos no pátio, as entradas e saídas do período escolar.
A escola acaba se tornando um espaço de brigas e vandalismo: depredação dos muros, vidros quebrados, portas destruídas e a pintura pichada. A falta de segurança entra para a lista de “normalidades” e o estresse é constante. Os problemas sociais são refletidos no ambiente escolar de muitas maneiras. É importante ressaltar que a violência nunca vem desacompanhada de outros fatores.
Ela não é algo que sempre começa e termina dentro do espaço escolar, várias vezes os desentendimentos começam na rua e estouram na escola e vice-versa. As diferentes versões da violência social, estatal, verbal ou física influenciam os alunos em casa, na rua estes descarregam ou descontam nas escolas. Esse agravante desarmoniza o trabalho pedagógico e atrapalha o rendimento dos mesmos e, principalmente dos alunos que não apresentam condutas inadequadas e estão nas escolas com o intuito de aprender. Os estudantes, muitas vezes, estão enfrentando problemas emocionais e/ ou familiares e não conseguem um apoio para resolvê-los e em determinados casos, eles não recebem instruções e os limites necessários para o bom convívio social e acabam dificultando o trabalho docente.
A família, que tem o papel na formação moral dos seus filhos, tenta, a todo custo, transferir essa tarefa para escola e focar seus esforços para a melhoria do poder aquisitivo. A ausência dos pais no cotidiano dos filhos e o desconhecimento das rotinas dos mesmos, dentro e fora da escola, estão gerando grande parte dos problemas anteriormente citados. O ganho econômico conquistado por muitas famílias torna-se antagônico aos valores morais, educacionais e éticos.
A instituição escolar, confusa com a ampliação desestruturada de suas tarefas e sem mecanismos eficazes para assumir tal tarefa, acabou enfrenta uma crise existencial e estrutural muito séria. Ela procura meios para uma superação desses problemas sem comprometer seu propósito maior, o de ensinar.
Diariamente a escola disputa a atenção de seus estudantes com uma exorbitante carga de informações apresentadas pelos meios de comunicação. A ficção e a realidade se misturam e são de fácil acesso. Elas estão despejadas nos programas de televisão, de rádio, na internet, blogs, MSN, Orkut, e-mail, celulares etc. E são obtidas em casa, na rua, nas LAN HOUSES, nas próprias escolas, nas trocas de informações com os colegas e se proliferam assustadoramente.
Não há um controle do tipo de informação que circula entre os estudantes e estas são digeridas dentro dos grupos e geram atitudes incoerentes. Nesse cenário conturbado surge a prática do “bullying”, que é uma violência cruel onde os alunos mais frágeis são alvos de agressores por meio de gozações, apelidos, insultos, violências físicas e morais. Esses alunos são humilhados e sofrem sérios danos psicológicos. Os agressores, geralmente, são crianças ou adolescentes que tiveram uma pseudoeducação e estão refletindo e/ ou descontando nas outras pessoas aquilo que apreenderam para as suas vidas. Assim, a falta de instrução moral no seio familiar e os desvios de conduta, não tratados na sua causa, fazem com esses problemas tomem formas descontroladas e perigosas para alunos, professores, funcionários e até a comunidade.
A criança e o adolescente são considerados sujeitos de direitos, mas não há uma forte cobrança para que os mesmos também sejam sujeitos cumpridores dos seus deveres. Para a formação completa do cidadão, este deve ter a ciência que dever e direito são voltados para a organização democrática da sociedade. Não há uma equipe de apoio para ajudar os menores que não tiveram uma formação cidadã adequada e acabam apresentando comportamentos que geram a indisciplina e a violência. A indisciplina corresponde aos atos que contrariam os princípios de ordem estabelecidos para o bom funcionamento de qualquer instituição, enquanto a violência emprega ou tende a usar a força bruta em suas reações com os seres considerados opositores. Há a violência física e a verbal e ela pode ocorrer de forma vigorosa e possuir, ou não, consequências graves. A indisciplina e a violência são distintas, mas a primeira pode gerar a segunda quando não é contida.
Segundo Arroyo, todos os segmentos da sociedade vem externando seus pensamentos e juízos, sentimentos e valores. O pensar, sentir, avaliar, avaliar, julgar e condenar as infâncias infratoras vieram à tona, expostos ao debate aberto como feridas sociais. A infância sai da esfera familiar e da esfera das escolas para entrar no debate público. Isso conduz a reflexão de que toda a sociedade deve estar voltada para o que as escolas estão enfrentando no seu cotidiano e que acaba saindo, também, fora dos seus limites territoriais.
Percebemos que os problemas se agravam quando há a omissão por parte de qualquer órgão que escola procure para estabelecer parceria, pois somente o apoio da comunidade escolar, do poder público e de órgãos voltados para a criança e o adolescente será possível enfrentar a violência dentro das instituições escolares, pois os problemas se amontoam e agravam a situação dos educadores que necessitam de uma formação didática e social para saberem agir diante de situações conflituosas, o poder público precisa resolver o problema da falta de professores, qualificar melhor os que já estão atuando, criar uma equipe de apoio para prestar assistência psicológica para educadores e alunos que estão em situações de vítimas ou envolvidos em agressões.
Beatriz Vichessi (2009) afirma, em sua matéria sobre a indisciplina, que por trás desse problema, visto pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das estratégias de ensino. Isso mostra que sem uma formação, os educadores não podem ajudar os seus alunos, pois eles também necessitam de ajuda.
A violência e o enfrentamento da mesma não pode ser um problema exclusivo da escola, pois esta não conseguirá encontrar a solução sozinha. Ela precisa do apoio da comunidade e de políticas públicas mais coerentes e que realmente priorizem a formação cidadã das crianças e dos adolescentes, pois muitos dos “violentos” não tiveram uma estrutura familiar adequada e nenhum apoio psicológico para serem reabilitados.
Ela precisa do apoio da comunidade e de políticas públicas mais coerentes e que realmente priorizem a formação cidadã das crianças e dos adolescentes, pois muitos dos “violentos” não tiveram uma estrutura familiar adequada e nenhum apoio psicológico para serem reabilitados para um convívio social sadio.
A instituição escolar deve e precisa buscar meios para cumprir o seu papel, mas não pode deixar de cobrar um apoio qualificado extra por parte do governo Federal e Estadual, pois os problemas aumentaram, as demandas aumentaram e a estrutura continua a mesma.
A qualificação profissional dos educadores está precária no que diz respeito do trabalho de prevenção e solução de conflitos que exijam uma postura além que a acadêmica e precisa ser repensada. As atitudes erradas devem ter um encaminhamento adequado seguido de uma reflexão e de uma orientação que os educadores esperam que parta da família e que, em muitos casos não vai ocorrer, pois a família também está desorientada.
A escola não deve ser omissa, mas também não pode ficar ser a ajuda necessária que pode envolver conselhos tutelares, profissionais da área da saúde e da área social, instituições do poder público e comunidade. Muitas ações que partem da escola conseguem alcançar êxito, mas muitas não chegam a um desfecho favorável pela falta de compromisso de alguns dos parceiros elencados anteriormente.
Todos nós educadores sonhamos e batalhamos por melhores condições de trabalho e pela melhoria da educação, pois queremos construir uma sociedade mais justa e democrática onde seja assegurado o direito de todos os envolvidos na ação escolar, pois frequentemente nos sentimos frágeis e esquecidos no que diz respeito a tantos problemas que comprometem a nossa saúde física e psíquica e outras vezes nos sentimos esperançosos e batalhamos pela melhoria do ensino e a propagação da paz dentro das escolas.
Ações propostas:
  • Envolver a comunidade;
  • Discussão conjunta para uma possível solução;
  • Buscar parcerias com profissionais habilitados;
  • Professores trabalharem textos, filmes, vídeos etc;
  • Escola e família trabalharem juntas;
  • Família assumir o seu papel e participando da vida escolar do filho;

PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS

Compreendemos que essa prevenção se dá pelo conhecimento e, neste sentido, a instituição escolar necessita do acesso a textos e matérias resultantes de pesquisas sérias e de uma interlocução qualificada sobre o assunto para que, devidamente amparada, possa contribuir para a formação integral dos nossos estudantes.
Com o intuito de melhor compreender essa questão – a prevenção ao uso indevido de drogas no contexto das escolas públicas temos que ter como objetivo subsidiar teórico-metodologicamente os professores de nossa escola sobre a perspectiva pedagógica da prevenção ao uso indevido de drogas. Para isso, buscam-se abordar conteúdos como as ações e os efeitos das drogas no organismo; a legislação; a vulnerabilidade; os preconceitos e as discriminações aos usuários; o narcotráfico; a violência e as influências da mídia. Esses conteúdos, ao serem discutidos, crítica, histórica e pedagogicamente, enfatizam as relações de poder e os determinantes sociais, políticos, econômicos, éticos, culturais, étnico-raciais, históricos e religiosos envolvidos na questão das drogas. Essa abordagem, aliada ao
processo de pesquisa em sala de aula, pode contribuir para um tratamento pedagógico de qualidade sobre a prevenção ao uso indevido de drogas.
Deve-se buscar contribuição para o esclarecimento de questões relacionadas à prevenção ao uso indevido de drogas, numa perspectiva mais ampla, isto é, crítica, histórica e pedagógica. Os artigos que fazem parte desta publicação servem como fonte de consulta de diversos conteúdos relacionados às drogas e sua prevenção. Assim, espera-se que a leitura de materiais diversos encontrados pela escola colabore no tratamento pedagógico da prevenção ao uso indevido de drogas nas escolas estaduais do Paraná, subsidiando teoricamente os professores que, direta ou indiretamente, estejam envolvidos com ações preventivas no espaço escolar.

Ações propostas:
  • Trabalhar com a perspectiva de reduzir os riscos de consumo abusivo e os danos causados pelo uso de substâncias tóxicas de forma realista, eficaz e ética.
  • Uma ação de prevenção na escola onde haja o envolvimento de todos os diferentes segmentos da escola: direção, equipe pedagógica, professores, funcionários, alunos, família e comunidade.

Ações a serem desenvolvidas:
  • Criar intervenções para reduzir fatores de risco de abuso de drogas e aumentar fatores de proteção à saúde;
  • Desenvolver atividades a longo prazo com ações específicas para cada faixa etária;
  • Professores trabalharem conteúdos que abranja as diferentes formas de abuso de drogas, incluindo legais e ilegais;
  • Conhecer o que os alunos pensam através de debate livre, considerando a realidade dos alunos;
  • Utilizar atividades extraclasses como teatro, esportes, músicas, gincanas e artes;
  • Desenvolver o tema “drogas” integrado aos conteúdos pedagógicos.

PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

O Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH) é fruto de compromisso do Estado com a concretização dos direitos humanos e de uma construção histórica da sociedade civil organizada. Ao mesmo tempo em que aprofunda questões do programa nacional de direitos humanos, o PNEDH incorpora aspectos dos principais documentos internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, agregando demandas antigas e contemporâneas de nossa sociedade pela efetivação da democracia, do desenvolvimento, da justiça social e pela construção de uma cultura de paz.
O PNEDH resulta de articulação institucional envolvendo os três poderes da República, especialmente do Poder Executivo (governo federal, estaduais, municipais e Distrito Federal), organismos internacionais, instituições de educação superior e a sociedade civil organizada. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) e o Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério da Justiça (MJ) e Secretarias Especiais, além de executar programas e projetos de educação em direitos humanos, são responsáveis pela coordenação e avaliação das ações desenvolvidas por órgãos e entidades públicas e privadas.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), 1948, desencadeou um processo de mudança no comportamento social e a produção de instrumentos e mecanismos internacionais de direitos humanos que foram incorporados ao ordenamento jurídico dos países signatários. Esse processo resultou na base dos atuais sistemas global e regional de produção dos direitos humanos.
O quadro contemporâneo apresenta uma série de aspectos inquietantes em que se refere às violações de direitos humanos, tanto no campo dos direitos civis e políticos, quanto na esfera dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais. Além do recrudescimento da violência, tem observado o agravamento na degradação da biosfera, a generalização dos conflitos, o crescimento da intolerância étnico- racial, religiosa, cultural, geracional, territorial, físico-individual, de gênero de orientação sexual, de nacionalidade, de opção política, dentre outras.
A educação de direitos humanos deve ser promovida em três dimensões:
a) conhecimentos e habilidades: compreender os direitos humanos e os mecanismos existentes para a sua proteção, assim como incentivar o exercício de habilidades na vida cotidiana;
b) valores, atitudes de comportamentos: desenvolver valores e fortalecer atitudes e comportamentos que respeitem os direitos humanos.

Ações Propostas:
  • Desencadear atividades para a promoção, defesa e reparação violações aos direitos humanos.
  • Mobilizar e organizar processos participativos em defesa dos direitos humanos de grupos em situação de risco e vulnerabilidade social;
  • Promover debates e discussões entre alunos sobre saber formal e informal acerca dos direitos humanos;
  • Mobilizar a comunidade escolar a reivindicar direitos;
  • Divulgar o PNEDH junto à comunidade escolar;
  • Desenvolver processos metodológicos participativos e de construção coletiva utilizando os diferentes estatutos;

EDUCAÇÃO FISCAL

Concordando com a posição de Pedro Demo "participação é conquista social" entendo que primeiro minha posição em relação à Educação Fiscal é uma questão de cidadania! Temos que ter uma consciência a respeito das questões fiscais. Por exemplo: aqueles que pedem a NOTA FISCAL de uma compra corriqueira são taxados de "chato", pois não existe uma cultura na sociedade de emitir notas e as pessoas já olham torto. Porém não podemos deixar de pedir, pois entendemos que a arrecadação é necessária para o desenvolvimento social de nossa cidade e país. Diante disso, posso contribuir para a mudança em meu contexto social a partir do momento que faço valer meus direitos e deveres: quando contribuo nas taxas de meu município, como coleta de lixo, IPTU entre outras que retornarão para o bairro e município e país. Primeiramente é necessário haver uma mudança de cosmovisão sobre nossa contribuição social sobre as questões fiscais. Ninguém dá o que não tem, logo se eu não estou consciente dos benefícios não passo a ninguém. Diante disso, minha participação deve ser efetiva e começar pela busca individual e posteriormente repassar aos demais, seja parentes, colegas de trabalho, alunos e comunidade em geral.

Ações Propostas:
  • Cobrar das autoridades competentes a aplicação dos recursos para os devidos fins;
  • Conversar com a comunidade local e alunos a fim de conscientizar da importância de contribuir com as taxas, tributos e impostos.
Em contexto escolar desenvolver um projeto coletivo, incorporando no processo os professores e funcionários, de forma a aplicar com os alunos uma mobilização e conscientização das questões fiscais.
Este trabalho pode ser desenvolvido de várias formas como:
  • Promover um dia de conscientização fiscal onde cada turma poderá sair do ambiente escolar e ir de casa em casa nas proximidades do bairro e entregar panfletos a população com uma breve explicação entre outras;
  • Abordar pedagogicamente os assuntos da Educação Fiscal, relacionando-os aos conteúdos historicamente acumulados;
  • Sensibilizar o aluno cidadão para a função socioeconômica do tributo;
  • Levar conhecimentos aos cidadãos sobre administração pública;
  • Incentivar o acompanhamento pela sociedade da aplicação dos recursos públicos;
  • Criar condições para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão.
REDE DE PROTEÇÃO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE DE FAZENDA RIO GRANDE

Levando em consideração a Lei que delibera sobre o ECA- Estatuto da Criança e Adolescente, em vigor desde 1990, a Rede de Proteção vem ser um facilitador para que o Estatuto mencionado seja de fato executado, para tanto usaremos o próprio texto da Lei, no capítulo 1 - Art.7º. “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e a saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso em condições dignas de existência”.
Atualmente o município de Fazenda Rio Grande oferece atendimento de qualidade a seus moradores por meio de programas e projetos pertencentes às Secretarias de Ação Social, Educação e Saúde. Porém, diante da realidade vivenciada, as instituições escolares enfrentam problemas relacionados à evasão escolar, excesso de faltas, trabalho infantil, motivos ligados a violência física e psicológica que interferem no ensino e aprendizagem. Neste sentido, após estudos, propõe-se a efetivação da Rede de Proteção que se define por um conjunto de ações integradas a inter setoriais de Fazenda Rio Grande a nível municipal em parceria com as escolas estaduais, onde o Colégio Olindamir Merlin Claudino faz parte.
Tendo como objetivo geral, contribuir de forma integrada, para a redução da evasão escolar, excesso de faltas, trabalho infantil, violência física e psicológica no Município de Fazenda Rio Grande.
Tendo como objetivo específico:
  • Identificar crianças e adolescentes que estejam em situação de risco;
  • Acionar a Rede de Proteção e oferecer atendimento integral a criança e adolescente que se encontra em situação de risco; possibilitar que as famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso ao atendimento especializado;
  • Acompanhar os encaminhamentos através de reuniões semanais e mensais;
  • Manter as diversas áreas envolvidas na Rede sobre os encaminhamentos e resoluções tomadas;
  • Diminuir a reincidência da evasão escolar, excesso de faltas, trabalho infantil, violência física e psicológica.
A Rede de Proteção, composta pelas Secretarias de Ação Social, Educação e Saúde, será acionada a fim de identificar o provável problema, diagnosticá-lo e atender as necessidades da criança/adolescente e sua família.
Para melhor organização, a rede de proteção utilizará as áreas de abrangência de cada CRAS, onde haverá reuniões semanais com representantes de cada Unidade de Saúde, Escola, PETI e CRAS pertencentes a áreas de localização conforme os bairros do município. Serão realizadas reuniões locais e gerais, sendo que a local contara somente com a participação do núcleo respectivo de cada região, e a geral contará com a participação de representantes dos programas e projetos pertencentes aos três núcleos, incluindo os serviços especializados, CREAS- Centro de Referência Especializado de Assistência Social, NASF- Núcleo de Apoio à Saúde da Família, CAPS II- Centro de Atenção Psicossocial, e Conselho Tutelar.
As reuniões locais têm por objetivo a discussão de casos, a troca de informações entre os profissionais envolvidos e definir encaminhamentos necessários. Nas reuniões gerais serão oportunizados momentos de estudo, reflexão e troca de experiências, onde serão discutidos os casos que não obtiveram um resultado satisfatório nas reuniões locais. Portanto, os representantes dos três núcleos terão por objetivo avaliar o caso e definir estratégias de ações acionando se necessário, os demais órgãos responsáveis, tais como Ministério Público, Juizado da Vara de Infância e Juventude, Delegacia de Polícia Civil e Militar, entre outros.
Dessa maneira a Rede de Proteção vem ser um facilitador para o processo de formação de instrução da criança e adolescente, buscando a efetivação do cumprimento das Leis que norteiam o direito a Educação.



PROJETO AMBIENTE ESCOLAR - CUIDE COMO SE FOSSE SEU LAR

Este projeto foi elaborado com intuito de conscientizar a importância da existência de regras para uma boa convivência no ambiente escolar. Respeitando as diferenças e individualidades de cada pessoa com quem convivemos, respeitando mutuamente.
Será desenvolvido, trabalhado a conscientização, com cuidados com o ambiente escolar, partindo de questões cotidianas como: manter ambiente limpo, saudável, acolhedor, articulando ações voltadas a realidade do aluno, onde ele mesmo possa atuar dentro do seu próprio ambiente, realizando ações simples como jogar lixo na lixeira, cuidar para não haver desperdício de água nas torneiras e bebedouros, manter banheiros limpos, cuidar do patrimônio escolar como um todo. Desenvolvendo no educando a cultura do cuidado do ambiente que ele mesmo utiliza.
O objetivo geral é estimular a cidadania, resgatar a boa convivência, por meio do respeito ao próximo e transformar a sala de aula em um ambiente saudável para o aprendizado e destacar a importância das regras em nossas vidas para a boa convivência social.
O objetivo específico: Destacar a importância da harmonia entre os alunos em sala de aula e:
  • Discutir a importância de acordos estabelecidos coletivamente para termos uma boa convivência na escola;
  • Proporcionar o desenvolvimento de valores como: respeito, ética. amizade e honestidade;
  • Sensibilizar os alunos da necessidade de termos um bom convívio com os colegas e funcionários da escola;
  • Cuidados com a limpeza e organização da escola, de todos os ambientes.

Ações desenvolvidas
  • Apresentação do projeto para os pais, em outro momento para alunos, e escolha de grupos para atuar no projeto;
  • Cuidado, organização e manutenção da limpeza dos espaços escolares;
  • Trabalho na sala de vídeo com recuperação das cadeiras e carteiras, decoração das paredes;
  • Trabalho no refeitório, auxiliar na organização de mesas e bancos para a utilização do refeitório;
  • Trabalho nos corredores, organização de murais de recados nas paredes, cuidados com a manutenção da limpeza;
  • Trabalho no jardim, plantio, organização, conservação de flores da estação, em parceria com professor de ciências e biologia e professores voluntários;
  • Trabalho com horta escolar, plantio de cheiro verde, hortaliças, verduras para enriquecer a merenda escolar, este trabalho será orientado pelo professor de ciências, biologia e inspetor da escola, também por funcionários e professores voluntários;
  • Realização de atividades temáticas, com organização de cartazes, avisos de utilidades, mensagens referentes a datas comemorativas especiais;
  • Este projeto acontecerá no horário contraturno ao estudo do aluno, assegurando seus dias letivos, assiduidade do aluno. O prazo do projeto é durante todo ano letivo.

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