DESAFIOS
EDUCACIONAIS CONTEMPORÂNEOS: TEMAS A SEREM TRABALHADOS
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
O tema Educação
Ambiental é um assunto de extrema importância e por isso foi
inserido nos conteúdos curriculares e no Projeto Político
Pedagógico para que pudesse ser efetivado o compromisso da
comunidade escolar em trabalhar o mesmo, tendo como prioridade a
educação consciente. Entende-se que este esforço deve ser feito
por todos com um objetivo muito claro: a elaboração e, consequente
prática, de alternativas, quer sejam elas individuais, coletivas,
regionais ou globais, visando enfrentar ao desafio de manter o
desenvolvimento com sustentabilidade e, sobretudo, realizá-lo de
forma a superar os dramas da desigualdade e da exploração humana.
O projeto de
educação ambiental é importante na conscientização dos alunos
tanto no seu papel de receptor e transmissor das informações quanto
atuante de forma concreta na sociedade.
As ações propostas foram:
Ter um fiscal por sala;
Concurso a fim de criar desenho e
frase para camisetas;
Criar símbolos;
Divulgação;
Protetores do ambiente OMC;
Contagiar;
Cada um fazer a sua parte;
Palestras em
outras escolas;
Criar oficinas de artesanato;
Fazer artesanatos com papel machet e
com materiais recicláveis fazer uma feira com o conteúdo
produzido, com palestras.
Realizar a separação dos resíduos
sólidos.
EDUCANDO
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS
Por ser um tema
bastante discutido na sociedade, justamente com a aprovação da Lei
10639/2003, e das Diretrizes Curriculares Nacionais, tornando
obrigatório nas escolas o Ensino
de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana,
ajudando assim a amenizar na formalização de medidas educativas a
serem aplicadas em situações de discriminação e preconceitos que
possam vir a ocorrer nas escolas.
De acordo com o tema “Educando
Relações Étnico-Raciais” pode-se
afirmar que durante séculos ocorreram movimentos para valorização
do negro, sua cultura, forma de organização e desafios. Zumbi dos
Palmares foi o idealizador dessa corrente contra a discriminação e
desigualdade racial, foi um líder que lutou veementemente a favor do
benefício dos seus, culminado com a sua morte por uma sociedade mais
justa e igualitária. Sendo que o Movimento Social Negro, na
atualidade, também em suas lutas pelo reconhecimento do valor do
povo negro e pela adoção de políticas de combate ao racismo nesses
imperativos legais força e alento para impulsionar a luta. Após
várias discussões surgiu em 09 de janeiro 2003, sancionado pelo
então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei
nº 10.639/2003 que rege o seguinte:
“Art. 26-A – Nos estabelecimentos
de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se
obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-descendente”
tendo como complementação:
§ 1º O conteúdo programático a que
se refere o capítulo desse artigo incluirá o estudo da História da
África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra
brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando
a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e
política pertinente à História do Brasil.
§ 2º Os conteúdos referentes a
história e cultura afro-brasileira serão ministrados no âmbito de
todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação
Artística e Literatura e História Brasileira e em todas as
disciplinas visando o resgate histórico e cultural do povo
afro-descendente e africanos. Pois eles contribuíram para a formação
histórico-cultural do povo brasileiro. Os planos de ação a fim de
minimizar estes problemas são:
Sensibilizar
os alunos para que possam ser conscientes da igualdade entre todos
os povos e raças evitando apelidos, xingamentos, piadas e outras
atitudes que diferenciem ou discriminem o outro. Evitando assim o
bulliyng.
Pesquisar
sobre as contribuições dos negros e afrodescendentes em nossa
cultura, entre elas a alimentação, danças, costumes, religiões,
obra de arte, expressão cultural (teatro) e esporte.
Releitura
de obras produzidas pela cultura negra.
Exposição
de trabalhos e pesquisas realizados pelos alunos para a comunidade
escolar.
Realização
de atividades diferenciadas no dia 20 de novembro, Dia da
Consciência Negra tais como teatro, dança, jogo, desfile, e artes.
ENFRENTAMENTO
A VIOLÊNCIA
A sociedade capitalista atual
construiu novos valores que foram sendo espalhados em todos os
ambientes através do fácil acesso a todos os meios de comunicação
audiovisuais. Nesse contexto, os padrões estéticos, religiosos,
sociais e econômicos ganham novos conceitos e criam moldes de
comportamentos baseados na exclusão, pois valorizam apenas o caro, o
magro, o branco, o hétero o luxuoso e o da moda. Esse poder
ideológico gera a angústia, a insatisfação e a competitividade
entre as pessoas, tornando-as individualistas e consumistas.
A competitividade, que deveria ser
saudável e estimulante, se torna agressiva dentro da sociedade e
acaba incentivando a disputa pelas melhores posições financeiras e
pelos postos de poder. Isso desestabiliza as ações de fraternidade
e companheirismo, pois se denota que quem consegue o ser premiado por
esse sistema são os que são dotados por algum tipo de destaque: os
mais esforçados, os mais sábios e os mais determinados. Há,
portanto, uma exclusão de todos aqueles que não seguem essa lógica
ou esse padrão. Os “excluídos” tentam, de alguma forma, serem
notados e valorizados, mesmo que seja através do “temor” e de
manifestações de agressividade e revolta.
Esse processo de
busca de espaço social e de crescimento econômico tem provocado as
inúmeras modificações da estrutura familiar também acabam sendo
somadas aos novos valores midiáticos e a escola não encontra um
apoio para resolver tantos problemas que assolam o ambiente escolar.
Ela deixa de ser um espaço voltado para o desenvolvimento
intelectual dos alunos, com o desafio de ensinar os conteúdos do
currículo de maneira harmoniosa e passa a ser um espaço de
conflitos cada vez mais graves. O professor perde seus referenciais,
pois deixa de se preocupar apenas com o seu conteúdo específico e
com a melhor maneira de trabalhar os saberes humanos e científicos e
passa a se preocupar com a indisciplina e com a violência. O
desrespeito às regras de convivência e aos valores assusta as salas
de aula, os intervalos no pátio, as entradas e saídas do período
escolar.
A escola acaba se tornando um espaço
de brigas e vandalismo: depredação dos muros, vidros quebrados,
portas destruídas e a pintura pichada. A falta de segurança entra
para a lista de “normalidades” e o estresse é constante. Os
problemas sociais são refletidos no ambiente escolar de muitas
maneiras. É importante ressaltar que a violência nunca vem
desacompanhada de outros fatores.
Ela não é algo que sempre começa e
termina dentro do espaço escolar, várias vezes os desentendimentos
começam na rua e estouram na escola e vice-versa. As diferentes
versões da violência social, estatal, verbal ou física influenciam
os alunos em casa, na rua estes descarregam ou descontam nas escolas.
Esse agravante desarmoniza o trabalho pedagógico e atrapalha o
rendimento dos mesmos e, principalmente dos alunos que não
apresentam condutas inadequadas e estão nas escolas com o intuito de
aprender. Os estudantes, muitas vezes, estão enfrentando problemas
emocionais e/ ou familiares e não conseguem um apoio para
resolvê-los e em determinados casos, eles não recebem instruções
e os limites necessários para o bom convívio social e acabam
dificultando o trabalho docente.
A família, que tem o papel na
formação moral dos seus filhos, tenta, a todo custo, transferir
essa tarefa para escola e focar seus esforços para a melhoria do
poder aquisitivo. A ausência dos pais no cotidiano dos filhos e o
desconhecimento das rotinas dos mesmos, dentro e fora da escola,
estão gerando grande parte dos problemas anteriormente citados. O
ganho econômico conquistado por muitas famílias torna-se antagônico
aos valores morais, educacionais e éticos.
A instituição escolar, confusa com a
ampliação desestruturada de suas tarefas e sem mecanismos eficazes
para assumir tal tarefa, acabou enfrenta uma crise existencial e
estrutural muito séria. Ela procura meios para uma superação
desses problemas sem comprometer seu propósito maior, o de ensinar.
Diariamente a escola disputa a atenção
de seus estudantes com uma exorbitante carga de informações
apresentadas pelos meios de comunicação. A ficção e a realidade
se misturam e são de fácil acesso. Elas estão despejadas nos
programas de televisão, de rádio, na internet, blogs, MSN, Orkut,
e-mail, celulares etc. E são obtidas em casa, na rua, nas LAN
HOUSES, nas próprias escolas, nas trocas de informações com os
colegas e se proliferam assustadoramente.
Não há um controle do tipo de
informação que circula entre os estudantes e estas são digeridas
dentro dos grupos e geram atitudes incoerentes. Nesse cenário
conturbado surge a prática do “bullying”, que é uma violência
cruel onde os alunos mais frágeis são alvos de agressores por meio
de gozações, apelidos, insultos, violências físicas e morais.
Esses alunos são humilhados e sofrem sérios danos psicológicos. Os
agressores, geralmente, são crianças ou adolescentes que tiveram
uma pseudoeducação e estão refletindo e/ ou descontando nas outras
pessoas aquilo que apreenderam para as suas vidas. Assim, a falta de
instrução moral no seio familiar e os desvios de conduta, não
tratados na sua causa, fazem com esses problemas tomem formas
descontroladas e perigosas para alunos, professores, funcionários e
até a comunidade.
A criança e o adolescente são
considerados sujeitos de direitos, mas não há uma forte cobrança
para que os mesmos também sejam sujeitos cumpridores dos seus
deveres. Para a formação completa do cidadão, este deve ter a
ciência que dever e direito são voltados para a organização
democrática da sociedade. Não há uma equipe de apoio para ajudar
os menores que não tiveram uma formação cidadã adequada e acabam
apresentando comportamentos que geram a indisciplina e a violência.
A indisciplina corresponde aos atos que contrariam os princípios de
ordem estabelecidos para o bom funcionamento de qualquer instituição,
enquanto a violência emprega ou tende a usar a força bruta em suas
reações com os seres considerados opositores. Há a violência
física e a verbal e ela pode ocorrer de forma vigorosa e possuir, ou
não, consequências graves. A indisciplina e a violência são
distintas, mas a primeira pode gerar a segunda quando não é
contida.
Segundo Arroyo,
todos os segmentos da sociedade vem externando seus pensamentos e
juízos, sentimentos e valores. O pensar, sentir, avaliar, avaliar,
julgar e condenar as infâncias infratoras vieram à tona, expostos
ao debate aberto como feridas sociais. A infância sai da esfera
familiar e da esfera das escolas para entrar no debate público. Isso
conduz a reflexão de que toda a sociedade deve estar voltada para o
que as escolas estão enfrentando no seu cotidiano e que acaba
saindo, também, fora dos seus limites territoriais.
Percebemos que os problemas se agravam
quando há a omissão por parte de qualquer órgão que escola
procure para estabelecer parceria, pois somente o apoio da comunidade
escolar, do poder público e de órgãos voltados para a criança e o
adolescente será possível enfrentar a violência dentro das
instituições escolares, pois os problemas se amontoam e agravam a
situação dos educadores que necessitam de uma formação didática
e social para saberem agir diante de situações conflituosas, o
poder público precisa resolver o problema da falta de professores,
qualificar melhor os que já estão atuando, criar uma equipe de
apoio para prestar assistência psicológica para educadores e alunos
que estão em situações de vítimas ou envolvidos em agressões.
Beatriz Vichessi (2009) afirma, em sua
matéria sobre a indisciplina, que por trás desse problema, visto
pelos professores como um dos principais entraves da boa Educação
há a falta de conhecimento sobre o tema e de adequação das
estratégias de ensino. Isso mostra que sem uma formação, os
educadores não podem ajudar os seus alunos, pois eles também
necessitam de ajuda.
A violência e o
enfrentamento da mesma não pode ser um problema exclusivo da escola,
pois esta não conseguirá encontrar a solução sozinha. Ela precisa
do apoio da comunidade e de políticas públicas mais coerentes e que
realmente priorizem a formação cidadã das crianças e dos
adolescentes, pois muitos dos “violentos” não tiveram uma
estrutura familiar adequada e nenhum apoio psicológico para serem
reabilitados.
Ela precisa do apoio da comunidade e
de políticas públicas mais coerentes e que realmente priorizem a
formação cidadã das crianças e dos adolescentes, pois muitos dos
“violentos” não tiveram uma estrutura familiar adequada e nenhum
apoio psicológico para serem reabilitados para um convívio social
sadio.
A instituição escolar deve e precisa
buscar meios para cumprir o seu papel, mas não pode deixar de cobrar
um apoio qualificado extra por parte do governo Federal e Estadual,
pois os problemas aumentaram, as demandas aumentaram e a estrutura
continua a mesma.
A qualificação profissional dos
educadores está precária no que diz respeito do trabalho de
prevenção e solução de conflitos que exijam uma postura além que
a acadêmica e precisa ser repensada. As atitudes erradas devem ter
um encaminhamento adequado seguido de uma reflexão e de uma
orientação que os educadores esperam que parta da família e que,
em muitos casos não vai ocorrer, pois a família também está
desorientada.
A escola não deve ser omissa, mas
também não pode ficar ser a ajuda necessária que pode envolver
conselhos tutelares, profissionais da área da saúde e da área
social, instituições do poder público e comunidade. Muitas ações
que partem da escola conseguem alcançar êxito, mas muitas não
chegam a um desfecho favorável pela falta de compromisso de alguns
dos parceiros elencados anteriormente.
Todos nós educadores sonhamos e
batalhamos por melhores condições de trabalho e pela melhoria da
educação, pois queremos construir uma sociedade mais justa e
democrática onde seja assegurado o direito de todos os envolvidos na
ação escolar, pois frequentemente nos sentimos frágeis e
esquecidos no que diz respeito a tantos problemas que comprometem a
nossa saúde física e psíquica e outras vezes nos sentimos
esperançosos e batalhamos pela melhoria do ensino e a propagação
da paz dentro das escolas.
Ações propostas:
Envolver a comunidade;
Discussão conjunta para uma possível
solução;
Buscar parcerias com profissionais
habilitados;
Professores trabalharem textos,
filmes, vídeos etc;
Escola e família trabalharem juntas;
Família assumir o seu papel e
participando da vida escolar do filho;
PREVENÇÃO
AO USO INDEVIDO DE DROGAS
Compreendemos
que essa prevenção se dá pelo conhecimento e, neste sentido, a
instituição escolar necessita do acesso a textos e matérias
resultantes de pesquisas sérias e de uma interlocução qualificada
sobre o assunto para que, devidamente amparada, possa contribuir para
a formação integral dos nossos estudantes.
Com o intuito de
melhor compreender essa questão – a prevenção ao uso indevido de
drogas no contexto das escolas públicas temos que ter como objetivo
subsidiar teórico-metodologicamente os professores de nossa escola
sobre a perspectiva pedagógica da prevenção ao uso indevido de
drogas. Para isso, buscam-se abordar conteúdos como as ações e os
efeitos das drogas no organismo; a legislação; a vulnerabilidade;
os preconceitos e as discriminações aos usuários; o narcotráfico;
a violência e as influências da mídia. Esses conteúdos, ao serem
discutidos, crítica, histórica e pedagogicamente, enfatizam as
relações de poder e os determinantes sociais, políticos,
econômicos, éticos, culturais, étnico-raciais, históricos e
religiosos envolvidos na questão das drogas. Essa abordagem, aliada
ao
processo
de pesquisa em sala de aula, pode contribuir para um tratamento
pedagógico de qualidade sobre a prevenção ao uso indevido de
drogas.
Deve-se buscar contribuição para o
esclarecimento de questões relacionadas à prevenção ao uso
indevido de drogas, numa perspectiva mais ampla, isto é, crítica,
histórica e pedagógica. Os artigos que fazem parte desta publicação
servem como fonte de consulta de diversos conteúdos relacionados às
drogas e sua prevenção. Assim, espera-se que a leitura de materiais
diversos encontrados pela escola colabore no tratamento pedagógico
da prevenção ao uso indevido de drogas nas escolas estaduais do
Paraná, subsidiando teoricamente os professores que, direta ou
indiretamente, estejam envolvidos com ações preventivas no espaço
escolar.
Ações
propostas:
Trabalhar
com a perspectiva de reduzir os riscos de consumo abusivo e os danos
causados pelo uso de substâncias tóxicas de forma realista, eficaz
e ética.
Uma
ação de prevenção na escola onde haja o envolvimento de todos
os diferentes segmentos da escola: direção, equipe pedagógica,
professores, funcionários, alunos, família e comunidade.
Ações
a serem desenvolvidas:
Criar
intervenções para reduzir fatores de risco de abuso de drogas e
aumentar fatores de proteção à saúde;
Desenvolver
atividades a longo prazo com ações específicas para cada faixa
etária;
Professores
trabalharem conteúdos que abranja as diferentes formas de abuso de
drogas, incluindo legais e ilegais;
Conhecer
o que os alunos pensam através de debate livre, considerando a
realidade dos alunos;
Utilizar
atividades extraclasses como teatro, esportes, músicas, gincanas e
artes;
Desenvolver
o tema “drogas” integrado aos conteúdos pedagógicos.
PLANO
NACIONAL DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS
O Plano Nacional de Educação em
Direitos Humanos (PNEDH) é fruto de compromisso do Estado com a
concretização dos direitos humanos e de uma construção histórica
da sociedade civil organizada. Ao mesmo tempo em que aprofunda
questões do programa nacional de direitos humanos, o PNEDH incorpora
aspectos dos principais documentos internacionais de direitos humanos
dos quais o Brasil é signatário, agregando demandas antigas e
contemporâneas de nossa sociedade pela efetivação da democracia,
do desenvolvimento, da justiça social e pela construção de uma
cultura de paz.
O PNEDH resulta de articulação
institucional envolvendo os três poderes da República,
especialmente do Poder Executivo (governo federal, estaduais,
municipais e Distrito Federal), organismos internacionais,
instituições de educação superior e a sociedade civil organizada.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da
República (SEDH) e o Ministério da Educação (MEC), em parceria
com o Ministério da Justiça (MJ) e Secretarias Especiais, além de
executar programas e projetos de educação em direitos humanos, são
responsáveis pela coordenação e avaliação das ações
desenvolvidas por órgãos e entidades públicas e privadas.
A Declaração Universal dos Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), 1948, desencadeou
um processo de mudança no comportamento social e a produção de
instrumentos e mecanismos internacionais de direitos humanos que
foram incorporados ao ordenamento jurídico dos países signatários.
Esse processo resultou na base dos atuais sistemas global e regional
de produção dos direitos humanos.
O quadro contemporâneo apresenta uma
série de aspectos inquietantes em que se refere às violações de
direitos humanos, tanto no campo dos direitos civis e políticos,
quanto na esfera dos direitos econômicos, sociais, culturais e
ambientais. Além do recrudescimento da violência, tem observado o
agravamento na degradação da biosfera, a generalização dos
conflitos, o crescimento da intolerância étnico- racial, religiosa,
cultural, geracional, territorial, físico-individual, de gênero de
orientação sexual, de nacionalidade, de opção política, dentre
outras.
A educação de direitos humanos deve
ser promovida em três dimensões:
a) conhecimentos e habilidades:
compreender os direitos humanos e os mecanismos existentes para a sua
proteção, assim como incentivar o exercício de habilidades na vida
cotidiana;
b) valores, atitudes de
comportamentos: desenvolver valores e fortalecer atitudes e
comportamentos que respeitem os direitos humanos.
Ações
Propostas:
Desencadear
atividades para a promoção, defesa e reparação violações aos
direitos humanos.
Mobilizar
e organizar processos participativos em defesa dos direitos humanos
de grupos em situação de risco e vulnerabilidade social;
Promover
debates e discussões entre alunos sobre saber formal e informal
acerca dos direitos humanos;
Mobilizar
a comunidade escolar a reivindicar direitos;
Divulgar
o PNEDH junto à comunidade escolar;
Desenvolver
processos metodológicos participativos e de construção coletiva
utilizando os diferentes estatutos;
EDUCAÇÃO
FISCAL
Concordando com
a posição de Pedro Demo "participação é conquista social"
entendo que primeiro minha posição em relação à Educação
Fiscal é uma questão de cidadania! Temos que ter uma consciência a
respeito das questões fiscais. Por exemplo: aqueles que pedem a NOTA
FISCAL de uma compra corriqueira são taxados de "chato",
pois não existe uma cultura na sociedade de emitir notas e as
pessoas já olham torto. Porém não podemos deixar de pedir, pois
entendemos que a arrecadação é necessária para o desenvolvimento
social de nossa cidade e país. Diante disso, posso contribuir para a
mudança em meu contexto social a partir do momento que faço valer
meus direitos e deveres: quando contribuo nas taxas de meu município,
como coleta de lixo, IPTU entre outras que retornarão para o bairro
e município e país. Primeiramente é necessário haver uma mudança
de cosmovisão sobre nossa contribuição social sobre as questões
fiscais. Ninguém dá o que não tem, logo se eu não estou
consciente dos benefícios não passo a ninguém. Diante disso, minha
participação deve ser efetiva e começar pela busca individual e
posteriormente repassar aos demais, seja parentes, colegas de
trabalho, alunos e comunidade em geral.
Ações
Propostas:
Cobrar das
autoridades competentes a aplicação dos recursos para os devidos
fins;
Conversar com a comunidade local e
alunos a fim de conscientizar da importância de contribuir com as
taxas, tributos e impostos.
Em contexto escolar desenvolver um
projeto coletivo, incorporando no processo os professores e
funcionários, de forma a aplicar com os alunos uma mobilização e
conscientização das questões fiscais.
Este trabalho
pode ser desenvolvido de várias formas como:
Promover um dia
de conscientização fiscal onde cada turma poderá sair do ambiente
escolar e ir de casa em casa nas proximidades do bairro e entregar
panfletos a população com uma breve explicação entre outras;
Abordar pedagogicamente os assuntos
da Educação Fiscal, relacionando-os aos conteúdos historicamente
acumulados;
Sensibilizar o aluno cidadão para a
função socioeconômica do tributo;
Levar conhecimentos aos cidadãos
sobre administração pública;
Incentivar o acompanhamento pela
sociedade da aplicação dos recursos públicos;
Criar condições
para uma relação harmoniosa entre o Estado e o cidadão.
REDE DE PROTEÇÃO DA CRIANÇA E
ADOLESCENTE DE FAZENDA RIO GRANDE
Levando em
consideração a Lei que delibera sobre o ECA- Estatuto da Criança e
Adolescente, em vigor desde 1990, a Rede de Proteção vem ser um
facilitador para que o Estatuto mencionado seja de fato executado,
para tanto usaremos o próprio texto da Lei, no capítulo 1 - Art.7º.
“A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e a
saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que
permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso em
condições dignas de existência”.
Atualmente o
município de Fazenda Rio Grande oferece atendimento de qualidade a
seus moradores por meio de programas e projetos pertencentes às
Secretarias de Ação Social, Educação e Saúde. Porém, diante da
realidade vivenciada, as instituições escolares enfrentam problemas
relacionados à evasão escolar, excesso de faltas, trabalho
infantil, motivos ligados a violência física e psicológica que
interferem no ensino e aprendizagem. Neste sentido, após estudos,
propõe-se a efetivação da Rede de Proteção que se define por um
conjunto de ações integradas a inter setoriais de Fazenda Rio
Grande a nível municipal em parceria com as escolas estaduais, onde
o Colégio Olindamir Merlin Claudino faz parte.
Tendo como
objetivo geral, contribuir de forma integrada, para a redução da
evasão escolar, excesso de faltas, trabalho infantil, violência
física e psicológica no Município de Fazenda Rio Grande.
Tendo como
objetivo específico:
Identificar
crianças e adolescentes que estejam em situação de risco;
Acionar a Rede
de Proteção e oferecer atendimento integral a criança e
adolescente que se encontra em situação de risco; possibilitar que
as famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso ao
atendimento especializado;
Acompanhar os
encaminhamentos através de reuniões semanais e mensais;
Manter as
diversas áreas envolvidas na Rede sobre os encaminhamentos e
resoluções tomadas;
Diminuir a
reincidência da evasão escolar, excesso de faltas, trabalho
infantil, violência física e psicológica.
A Rede de
Proteção, composta pelas Secretarias de Ação Social, Educação e
Saúde, será acionada a fim de identificar o provável problema,
diagnosticá-lo e atender as necessidades da criança/adolescente e
sua família.
Para melhor
organização, a rede de proteção utilizará as áreas de
abrangência de cada CRAS, onde haverá reuniões semanais com
representantes de cada Unidade de Saúde, Escola, PETI e CRAS
pertencentes a áreas de localização conforme os bairros do
município. Serão realizadas reuniões locais e gerais, sendo que a
local contara somente com a participação do núcleo respectivo de
cada região, e a geral contará com a participação de
representantes dos programas e projetos pertencentes aos três
núcleos, incluindo os serviços especializados, CREAS- Centro de
Referência Especializado de Assistência Social, NASF- Núcleo de
Apoio à Saúde da Família, CAPS II- Centro de Atenção
Psicossocial, e Conselho Tutelar.
As reuniões
locais têm por objetivo a discussão de casos, a troca de
informações entre os profissionais envolvidos e definir
encaminhamentos necessários. Nas reuniões gerais serão
oportunizados momentos de estudo, reflexão e troca de experiências,
onde serão discutidos os casos que não obtiveram um resultado
satisfatório nas reuniões locais. Portanto, os representantes dos
três núcleos terão por objetivo avaliar o caso e definir
estratégias de ações acionando se necessário, os demais órgãos
responsáveis, tais como Ministério Público, Juizado da Vara de
Infância e Juventude, Delegacia de Polícia Civil e Militar, entre
outros.
Dessa maneira a
Rede de Proteção vem ser um facilitador para o processo de formação
de instrução da criança e adolescente, buscando a efetivação do
cumprimento das Leis que norteiam o direito a Educação.
PROJETO
AMBIENTE ESCOLAR - CUIDE COMO SE FOSSE SEU LAR
Este projeto foi
elaborado com intuito de conscientizar a importância da existência
de regras para uma boa convivência no ambiente escolar. Respeitando
as diferenças e individualidades de cada pessoa com quem convivemos,
respeitando mutuamente.
Será
desenvolvido, trabalhado a conscientização, com cuidados com o
ambiente escolar, partindo de questões cotidianas como: manter
ambiente limpo, saudável, acolhedor, articulando ações voltadas a
realidade do aluno, onde ele mesmo possa atuar dentro do seu próprio
ambiente, realizando ações simples como jogar lixo na lixeira,
cuidar para não haver desperdício de água nas torneiras e
bebedouros, manter banheiros limpos, cuidar do patrimônio escolar
como um todo. Desenvolvendo no educando a cultura do cuidado do
ambiente que ele mesmo utiliza.
O objetivo geral
é estimular a cidadania, resgatar a boa convivência, por meio do
respeito ao próximo e transformar a sala de aula em um ambiente
saudável para o aprendizado e destacar a importância das regras em
nossas vidas para a boa convivência social.
O objetivo
específico: Destacar a importância da harmonia entre os alunos em
sala de aula e:
Discutir a
importância de acordos estabelecidos coletivamente para termos uma
boa convivência na escola;
Proporcionar o
desenvolvimento de valores como: respeito, ética. amizade e
honestidade;
Sensibilizar os
alunos da necessidade de termos um bom convívio com os colegas e
funcionários da escola;
Cuidados com a
limpeza e organização da escola, de todos os ambientes.
Ações
desenvolvidas
Cuidado,
organização e manutenção da limpeza dos espaços escolares;
Trabalho na
sala de vídeo com recuperação das cadeiras e carteiras, decoração
das paredes;
Trabalho no
refeitório, auxiliar na organização de mesas e bancos para a
utilização do refeitório;
Trabalho nos
corredores, organização de murais de recados nas paredes, cuidados
com a manutenção da limpeza;
Trabalho no
jardim, plantio, organização, conservação de flores da estação,
em parceria com professor de ciências e biologia e professores
voluntários;
Trabalho com
horta escolar, plantio de cheiro verde, hortaliças, verduras para
enriquecer a merenda escolar, este trabalho será orientado pelo
professor de ciências, biologia e inspetor da escola, também por
funcionários e professores voluntários;
Realização de
atividades temáticas, com organização de cartazes, avisos de
utilidades, mensagens referentes a datas comemorativas especiais;
Este projeto
acontecerá no horário contraturno ao estudo do aluno, assegurando
seus dias letivos, assiduidade do aluno. O prazo do projeto é
durante todo ano letivo.